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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

CIENTISTAS DETECTAM “VAZIO” NA PIRÂMIDE DE QUÉOPS


A pirâmide de Quéops no Egito, uma das sete maravilhas do mundo antigo, escondia há 4.500 anos uma surpresa. Cientistas anunciaram nesta quinta-feira (02 de novembro de 2017) a descoberta de uma enorme cavidade em seu interior que nenhuma teoria havia antecipado. 

A cavidade é "tão grande como um avião de 200 passageiros no coração da pirâmide", declarou à AFP Mehdi Tayubi, codiretor do projeto ScanPyramids, responsável pela descoberta. 

Uma equipe de cientistas egípcios, franceses, canadenses e japoneses trabalha desde o final de 2015 na pirâmide, utilizando tecnologia de ponta não invasiva, que permite observar através dela para descobrir possíveis espaços ou estruturas internas desconhecidas. 

O objetivo é aprender um pouco mais sobre a construção das pirâmides, que sempre foi cercada de mistérios. 

O monumento, de 139 metros de altura e 230 de largura, fica no complexo de Gizé, próximo do Cairo, perto da Grande Esfinge e das pirâmides de Quéfren e Miquerinos. 

"Há muitas teorias sobre a existência de possíveis câmaras secretas nas pirâmides. Se juntássemos todas, obteríamos um queijo gruyere", brinca Mehdi Tayubi. 

"Mas nenhuma delas previa a existência de algo tão grande", completou. 

De acordo com o estudo publicado na Nature, o "big void" (grande vazio), como os cientistas denominam a descoberta, mede pelo menos 30 metros de comprimento e tem características similares às da grande galeria, a maior sala conhecida da pirâmide. 

A cavidade se encontra a 40 ou 50 metros da câmara da rainha, no centro do monumento. 

"O 'grande vazio' está totalmente fechado, nada foi tocado desde a construção da pirâmide. É uma descoberta muito emocionante", disse Kunihiro Morishima, da Universidade de Nagoya no Japão, integrante da missão ScanPyramids. 

- Por quê este vazio? - 

Para encontrar este "bonito presente", escondido desde o reinado do faraó Quéops, os cientistas recorreram a partículas cósmicas, os chamados múons. 

Quando estas partículas elementares, criadas na alta atmosfera por raios cósmicos, entram em contato com a matéria, são freadas até parar. 

Os pesquisadores medem portanto a quantidade de múons que recuperam atrás de um objeto sondado. Se comprovam um excedente em algum lugar, significa que os múons atravessaram menos matéria, isto é, um vazio. 

"Esta tecnologia não é nova, mas os instrumentos são mais precisos e mais robustos hoje. Podem sobreviver às condições do deserto egípcio", explica Sébastien Procureur, cientista francês que se uniu ao projeto em 2016. 

Para evitar polêmicas, a existência da cavidade foi confirmada por três técnicas diferentes de detecção com múons, realizadas pela Universidade de Nagoya, o laboratório de pesquisas japonês Kek e o francês CEA. 

O segredo revelado nesta quinta-feira apresenta novas perguntas sobre a pirâmide: Por quê existe esta cavidade? Há algo dentro? 

"Não podemos saber se o vazio contém artefatos porque seriam muito pequenos para ser detectados por este tipo de técnica", afirmou Kunihiro Morishima, coautor do estudo. 

Os cientistas tampouco têm informações sobre o papel deste vazio. Poderia ser uma "sucessão de câmaras contíguas, um enorme corredor horizontal, uma segunda grande galeria. Há muitas hipóteses possíveis", disse Tayubi. 

O que já está claro é que será complicado alcançar o "grande vazio". 

"Pensamos em modos de investigação bastante leves, não destrutivos", explicou o codiretor da missão. 

"O CNRS (Centro Nacional para a Pesquisa Científica) e o Inria (Instituto Nacional de Pesquisa em Informática e Automatização) se uniram ao nosso trabalho no ano passado para estudar um novo tipo de robô que consiga passar por buracos muito pequenos", concluiu.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/ciencia-e-tecnologia/cientistas-detectam-vazio-do-tamanho-de-um-avi%c3%a3o-na-pir%c3%a2mide-de-qu%c3%a9ops/ar-AAumqg8?li=AAkXvDK&ocid=spartanntp

domingo, 22 de outubro de 2017

PROFESSOR, PROFISSÃO ESTRATÉGICA


Cresce a expectativa sobre as oportunidades de aprendizagem neste novo milênio, já que a sociedade inteira vai pressionar por ofertas sistemáticas de aprendizagem durante a vida toda, muito além do que chamamos "educação formal", restrita aos anos previstos, em parte obrigatórios, de frequência à escola/universidade. Aprender confunde-se com a própria vida porque soube aprender, aprender é razão central da vida. Segundo teorias atuais sobre a evolução do universo, vida e inteligência sempre estiveram inscritas na dinâmica da matéria e são, em algum sentido, a razão de ser da evolução (Gardner, 2003; Davies, 1999; Wright, 2000). O direito de aprender confunde-se com o direito à vida e realça o desafio de construção da autonomia do ser humano. Somos, na verdade, seres muito dependentes, em todos os sentidos, em particular porque precisamos dos outros para sobreviver, viver e nos desenvolver. Sociologicamente falando, o "outro" nos constitui (Demo, 2002): o indivíduo é construído em sociedade e esta é composta de indivíduos (Morin, 2000), de tal sorte que a sociedade não pode descartar os indivíduos, nem estes podem dispensar a sociedade. Todavia, a vida nos dotou da capacidade de conhecer e aprender, facultando o alargamento da autonomia para níveis que, em nossa tradicional soberba, os tomamos como ilimitados. (Barrow, 1998; Horgan, 1997; Malone, 2001; Nolte, 2001). A saga humana é, em grande parte e talvez substancialmente, a saga do conhecimento e da aprendizagem (Klein, 2002; Diamond, 1999). Há 40 mil anos ainda vivíamos em cavernas. Hoje, vivemos em cidades sofisticadas como Nova York: comparando caverna com Nova York, podemos ter uma ideia do salto que demos em espaço tão limitado de tempo.

Falamos hoje de sociedade "intensiva" de conhecimento, primeiro para não incidir na ideia comum e imprópria da "sociedade do conhecimento" (a sociedade humana sempre foi sociedade do conhecimento) (Albrow & King, 1990; Böhme & Stehr, 1986; Aronowitz, 2000), e, segundo, para conotar fase possivelmente diferenciada através da penetração globalizada do conhecimento em nossas vidas: organizamo-nos fundamentalmente por parâmetros do conhecimento (saúde, alimentação, moradia, locomoção, transporte, educação, urbanização, trabalho). Um dos horizontes mais típicos é a demanda infinita por aprendizagem nesse tipo de sociedade, desde o nascimento até a morte de cada um de seus membros, o que, ademais, vai aguçar enormemente a expectativa sobre produção e uso de tecnologias em educação, em particular modos de educação a distância (Moraes, 2002; Demo, 2001, 1999). Na economia, a intensividade do conhecimento é marcante (Castells, 1997), correspondendo à expectativa já lançada por Marx de mais-valia relativa, comandada pela ciência e tecnologia (Demo, 1998): o sistema capitalista tende a explorar menos os braços, do que a inteligência do trabalhador. Esta marca revela, por sua vez, o lado ambíguo do conhecimento: o conhecimento que esclarece, ilumina e questiona é o mesmo que imbeciliza, censura, coloniza. Quando a educação é atrelada à competitividade globalizada, espera-se dela que cultive o saber pensar do trabalhador, mas que se evite, ao mesmo tempo, a formação da consciência crítica (Frigotto & Ciavatta, 2001; Frigotto, 1995), introduzindo típica esquizofrenia capitalista própria do neoliberalismo atual. Este, colocando o mercado como regulador último da sociedade, não tem como privilegiar o bem comum, intensificando sua marca predatória da sociedade e da natureza (Wilson, 2002; Stiglitz, 2002). Na história do conhecimento humano não é difícil constatar: quem sabe pensar, nem sempre aprecia que outros também saibam pensar (Demo, 2006).

A intenção deste texto é discutir a importância do professor nesta sociedade intensiva de conhecimento, considerando-o figura estratégica. Por figura estratégica entendo sua centralidade na constituição e funcionamento desta sociedade, ocupando lugar decisivo e formativo. Não só a demanda por professores vai aumentar muito, como principalmente os reclamos sobre sua qualidade vão crescer exponencialmente. Dificilmente o professor será o que é. Em geral, hoje: alguém que dá aula transmite conhecimento, instrui e ensina. Mais do que outras profissões, esta precisa de reconstrução completa, dentro da máxima: ser profissional hoje é, em primeiro lugar, saber renovar, reconstruir, refazer a profissão. Isto não denigre o desafio do domínio dos conteúdos, mas, como esses se desatualizam no tempo, é fundamental saber renová-los de maneira permanente. Para os renovar, não basta conhecimento transmitido, reproduzido. É essencial saber reconstruir conhecimento com mão própria. A definição de professor inclina-se para o desafio de cuidar da aprendizagem, não de dar aula. Professor é quem, estando mais adiantado no processo de aprendizagem e dispondo de conhecimentos e práticas sempre renovados sobre aprendizagem, é capaz de cuidar da aprendizagem na sociedade, garantindo o direito de aprender. Professor é eterno aprendiz, que faz da aprendizagem sua profissão, como diria Assmann com seu conceito de aprendizagem aprendente (1998), ou como diria Becker com sua proposta de sentido piagetiano da construção do conhecimento (2001).

Ao mesmo tempo que a interdisciplinaridade avança, aparecem cada vez mais novos desafios, de toda ordem. As áreas das ciências comunicam-se pouco e resistem, muitas vezes, a comunicar-se. Até dentro do mesmo espaço a comunicação é, frequentemente, pequena ou inexistente. Em nome das autonomias, criam-se feudos, que como todos estão fartos de saber, só prejudicam a inovação. Ainda assim, a discussão avança, porque, colocando a realidade como condutora da ciência (não o contrário), aquela é naturalmente interdisciplinar, dinâmica e fugidia. Não cabe em nenhuma teoria. Pode ser vista de mil maneiras, todas parciais. O que teria um sociólogo a dizer para outros profissionais é sempre questão intrigante, até porque nem sempre representam parceiros da mesma jornada. Mais facilmente apontam para direções opostas, geralmente por vícios e usos históricos já ultrapassados, que se alimentam de dicotomias metodológicas apressadas ou de aspirações pretensamente antagônicas, sem falar nos substratos ideológicos, que arrebatam a cena, colocando o essencial na periferia (Passeron, 1995; Bourdieu, 1996).


Fonte: Demo, P. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2009.

sábado, 21 de outubro de 2017

TRATAMENTO PEDAGÓGICO DO ERRO

         O erro faz parte de todo processo de aprendizado, afinal, como diz o ditado "quem não erra não aprende".

Veja na figura abaixo o ciclo de aprendizado:


Na primeira fase do aprendizado, o aprendiz é incompetente inconsciente, ou seja, "não sabe que não sabe". A partir do momento que ele vai sendo exposto e vai trabalhando novas competências, passa a ser incompetente consciente, isto é, "sabe que não sabe". Esse é um momento desconfortável, pois ninguém gosta de saber que está errando, que poderia estar fazendo melhor e de forma mais eficaz algo. Só que é importante persistir nesse estado de desconforto para se chegar ao terceiro momento, de competência consciente. 

Nesse estágio, o aprendiz "sabe que sabe" e se monitora o tempo todo para verificar que está fazendo corretamente algo. Depois, com a repetição e a internalização/ estabilização daquela competência e das disposições para agir a partir de certo conhecimento (lembra-se de Bourdieu e sua noção de habitus?), o aprendiz se torna competente inconsciente, em outras palavras, ele já "mal sabe que sabe", pois faz tudo de forma adequada, com qualidade, sem precisar se monitorar o tempo todo.

Uma analogia interessante é lembrar-se de como foi o aprendizado para conseguir a carteira de habilitação. Antes de começar a tentar, parece muito fácil e que rapidamente o indivíduo saberá dirigir (estágio 1). No início das aulas práticas, parecia que seria impossível fazer uma baliza ou parar em uma ladeira e sair sem deixar o carro morrer (estágio 2). Depois de conseguir tirar a carta, realizando todas as tarefas exigidas pelo examinador de forma muito consciente, o futuro motorista se monitora o tempo todo para não errar, mas ainda comete algumas falhas. De tanto dirigir, passa a perceber que não comete mais erros (estágio 3). Com mais experiência ainda, o motorista nem se lembra mais que marcha colocou para passar por uma lombada, pois internalizou aquele processo (estágio 4).

Mas note que interessante: os motoristas experientes também precisam de cursos de reciclagem, já que a prática faz com que o indivíduo adquira vícios que nem sempre são aceitos pelas normas de trânsito. Então, volta-se ao estágio inicial e assim sucessivamente.

Veja que essa é apenas uma analogia. Toda aprendizagem, inclusive a do professor/educador em como se aprimorar cada dia mais, passa por esses estágios e o ciclo se reinicia de tempos em tempos.

Mas por que as pessoas erram:

  • falsa ideia sobre algo: quando o aprendiz já tem um pré-conceito sobre o tópico que não é o correto, mas que pode considerado pela pessoa como o certo/adequado; 
  • desconhecimento: por não saber o que é ou como fazer uma certa atividade, sobre um tópico; 
  • cansaço, falta de atenção; 
  • negligência, descaso: pode ser em relação ao aprendizado em si, ao ambiente escolar, ao professor, à disciplina; e 
  • falta de comprometimento, de disposição ou de responsabilidade. 

Por estar presente no processo de aprendizado, deve-se dar um tratamento didático do erro:


  • detecção = localização, consciência do erro (pelo professor/educador e/ou pelo aprendiz) 
  • identificação = descrição da causa do erro, para que o aprendiz saiba o que está errado e entenda o porquê; 
  • retificação = correção e eliminação; e 
  • acompanhamento = verificação se o erro cometido em uma atividade foi, de fato, eliminado ou persiste 

Vale ressaltar que o erro do aprendiz deve levar o professor/educador a refletir sobre sua prática didática.


  • Será que foi usada a melhor estratégia para ensinar esse (s) aluno (s)? 
  • O que será que pode ser feito diferente em uma próxima aula/atividade para que, de fato, o indivíduo aprenda? 

Fonte: Material didático da disciplina Construção do Conhecimento e Teorias da Aprendizagem I do Curso de Pós Graduação em Docência do Ensino Superior da Universidade Cândido Mendes.

quarta-feira, 1 de março de 2017

PSICOLOGIA PASTORAL


PSICOLOGIA PASTORAL, UMA NECESSIDADE PARA NOSSOS DIAS?


Por Pastor Agnaldo Almeida


Definindo o que é Psicologia

Em grego psykhe (alma) + logos (estudo) significa o "estudo da alma!" Disciplina que investiga as atividades mentais e do comportamento em função do meio. É a ciência do comportamento humano.

Psicologia Educacional
    Também chamada psicologia escolar, a psicologia educacional dedica-se ao exame psicológico do educando, do educador e dos processos educativos, elabora e sugere instrumentos e meios psicologicamente adequados para que a educação possa ter melhor resultado. Apesar de se estender a qualquer situação educativa, ganhou terreno principalmente dentro dos limites da  educação escolar. Seu desenvolvimento acelerou-se depois que Alfred Binet elaborou o primeiro teste de inteligência e Thorndike investigou as leis de aprendizagem. Além dessas fontes, a psicologia educacional alimenta-se ainda das técnicas do aconselhamento e das técnicas da psicologia institucional.
    O exame psicológico dos alunos, para distribuí-los em classes de acordo com suas capacidades reais, a análise das matérias lecionadas, a pesquisa dos sucessos e malogros escolares, a investigação das aptidões específicas das crianças excepcionalmente bem-dotadas ou portadoras de dificuldades físicas e psíquicas são alguns dos campos em que a psicologia educacional traz sua
contribuição.

Psicologia Dinâmica
    A Psicologia dinâmica foi fundamentada na Psicanálise de Freud e evoluiu como ramo de ciência e ampliou o horizonte de abordagem médica.

Psicologia Espiritual
    É o ramo da psicologia que investiga o comportamento e a experiência religiosa. A preocupação com casos de conversão religiosa, com as bases psicológicas das crenças e da prática religiosa começou com Stanley Hall em 1895.

Definição sobre Psicologia Pastoral
    Para vir ao encontro das necessidades de muitas pessoas que sofrem e procuram por ajuda, surgiu a psicologia pastoral. Trata-se de uma sub-disciplina da teologia pastoral. Ela resultou do diálogo e da cooperação entre médicos e pastores. Por ser uma disciplina nova, suas atribuições e seu campo de competência ainda não estão claramente definidos. Claro está que ela pretende aplicar conhecimentos e recursos da psicologia à prática pastoral. 
    Neste nosso mundo globalizado, se faz cada vez mais necessário o diálogo interdisciplinar, visando ao bem-estar de todos os homens e do homem como um todo. As pessoas procuram ajuda pastoral nas mais diferentes situações de suas vidas. O individualismo e o isolamento são marcas de um mundo pós-moderno, onde tudo está sujeito às relações, às leis de mercado, até mesmo as leis interpessoais. A conseqüência é a experiência cada vez maior de solidão e depressão, por isso a necessidade de relações pessoais autênticas é grande.
    Não há lugar mais terapêutico do que relações humanas sadias. O objetivo da psicologia pastoral em relação à depressão é mediar algo do amor de Deus, não só através da palavra falada, mas também do gesto e da postura do conselheiro, de modo que o paciente, sentindo a atenção e o carinho do conselheiro, também experimente algo do amor divino.
    Segundo Clinebell, a psicologia pastoral é a utilização de uma variedade de métodos de cura para ajudar as pessoas a lidar com seus problemas e crises de uma forma mais conducente e a experimentar a cura de seu quebrantamento. 

O desenvolvimento histórico da Psicologia Pastoral. Podemos esquematizar o desenvolvimento histórico da psicologia em quatro grandes períodos:


  1. Primeiro período. A psicologia pré-científica. Conhecimento primitivo e vulgar sobre o comportamento humano.
  2. Segundo período. A psicologia experimental. Método de observação e coleta que seleciona coisas ou atos que se deseja estudar (geralmente em laboratórios).
  3. Terceiro período. Era das escolas psicológicas. Marcado por opiniões nitidamente diferentes quanto ao que deveria ser a psicologia, distinguindo três problemas: mente versus comportamento; teoria do campo versus atomismo; nativismo versus empirismo.
  4. Quarto Período. Psicologia contemporânea. Atualmente, ainda que com certo grau de imprecisão, pode se dizer que a psicologia é uma ciência complexa, que engloba varias idéias, inúmeras correntes e escolas.
As principais teorias, em Psicologia Pastoral, no século XX

    Em verdade, a psicologia pastoral surgiu num momento oportuno, no qual se observa um fracionamento crescente da psicologia em escolas psicoterapêuticas as mais diversas, cada uma com premissas, métodos e objetivos diferentes. As escolas que mais têm encontrado ressonância nos meios eclesiásticos e poimênicos são a psicanálise de C. G. Jung, a terapia centrada no paciente de C. Rogers e mais recentemente a logoterapia de V. Frankl.
    
     Para Jung, a atividade psicoterapêutica e a poimênica não se excluem, mas se complementam mutuamente. Tanto a psicologia como a poimênica são tentativas humanas e, por isso mesmo, limitadas para resolver problemas. E não será com atitudes arrogantes e auto-suficientes de lado a lado que iremos avançar na tarefa comum de curar males. Isso não significa, por outro lado, diluir diferenças e deixar de apontar com clareza e objetividade critica as limitações, as possibilidades e as características de cada uma dessas disciplinas.

Fonte:https://independenciacomcristo.com/2007/06/12/psicologia-pastoral-uma-necessidade-para-nossos-dias/comment-page-1/
Imagem: http://4.bp.blogspot.com/-5xXo8G9upPQ/TWWucPlXlgI/AAAAAAAAAu0/c5RglYz-WEY/s320/Pastor+1.jpg

sábado, 18 de fevereiro de 2017

ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM A PRIMEIRA IGREJA DO MUNDO


Arqueólogos encontraram na Jordânia o que acreditam ser as ruínas da primeira igreja cristã. Com cerca de dois mil anos, o espaço subterrâneo fica embaixo da igreja de São Jorge, em Rihab, perto da fronteira com a Síria.

“Desenterramos o que pode ser a igreja mais antiga do mundo, datando entre 33 e 70 d.C.”, comemorou Abdul Qader al-Hussan, coordenador do Centro de Estudos Arqueológicos de Rihab.

Ele insiste que sua equipe possui evidências suficientes para crer que “esta igreja abrigou os primeiros cristãos, muito provavelmente entre os 70 discípulos de Jesus Cristo”. Há uma inscrição no local que menciona “os setenta amados por Deus”. Por isso, classifica a descoberta como “fascinante”.

Mencionados no Livro de Atos dos Apóstolos, estes grupo de 70 discípulos, segundo a tradição fugiram da perseguição em Jerusalém e foram para o que hoje é o norte da Jordânia. Na região de Rihab há cerca de 30 antigos espaços de culto cristão, como a que mais tarde se tornou a Igreja de São Jorge, edificada no ano 230 d.C.

Contudo, o espaço subterrâneo abaixo do templo revela que ali a igreja primitiva vivia e praticava a sua fé, escondendo-se da perseguição dos governantes romanos.

Reclamada pela Igreja Ortodoxa da Jordânia, maior grupo cristão do país, a caverna de pedra tem um espaço que seriam antigos assentos talhados na pedra e uma área em forma de círculo, que provavelmente ficava algum tipo de altar.

“A única divisão que separa o altar da área pública é uma parede com uma entrada”, destaca Hussan, que acrescenta: “A caverna possui também um túnel profundo, que devia conduzir a uma fonte de água”.

O bispo da Arquidiocese Ortodoxa Grega, Archimandrite Nektarious, assevera que a descoberta é como “um importante marco para os cristãos do mundo inteiro”. Lembrou que a única estrutura “semelhante a esta, tanto na forma como no propósito está em Tessalônica, na Grécia”.

A caverna, que disputa o título de igreja mais antiga do mundo, começou a ser estudada em 2008, mas a Jordânia hoje é de maioria muçulmana, o que dificulta a promoção turística do local.

Antiguidade disputada

Ainda que os ortodoxos jordanianos reclamem o título para a caverna de “igreja mais antiga”, Israel descobriu em 2005 um local em Megido, onde um mosaico indicaria a existência de um templo cristão usado nas primeiras décadas do século I. Por isso, reclama para si o título de “igreja mais antiga do mundo”.

Nesse local, no centro da nave ao invés de um altar, ficava uma mesa, onde fazia-se uma refeição para lembrar a Última Ceia. O mosaico usa o termo grego para “mesa”, o que dá indícios de como eram as celebrações na cristandade antiga. Também menciona um oficial do Exército romano que seria o responsável pela construção do templo.

O local possui, no seu lado direito várias inscrições, que citam quatro mulheres. Do lado esquerdo, a escrita menciona Ekeptos, a mulher que “doou esta mesa em celebração a Deus Jesus Cristo”.

O mosaico apresenta desenhos de formas geométricas e o desenho de dois peixes, um antigo símbolo do cristianismo, mas não há nenhuma cruz visível. Curiosamente, o local fica ao lado de Tel Meguido, ou Har-Magedon, mencionado em Apocalipse como palco da batalha final.

Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br/arqueologos-primeira-igreja-do-mundo/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

JOVEM QUE ATACOU PASTOR A FACADAS, FREQUENTAVA A 3 ANOS ASSEMBLEIA DE DEUS


O jovem que atacou o apóstolo Valdemiro Santiago durante um culto da Igreja Mundial do poder de Deus no último domingo frequentava igrejas evangélicas e falava em ser pastor. A revista Veja entrevistou pessoas que conviviam com Jonathan Gomes Higino, 20 anos, que continua preso por tentativa de homicídio.

Segundo amigos de Jonathan, ele era uma pessoa pacata, que costumava frequentar igrejas evangélicas, mas que vinha apresentando sinais que estava com problemas psicológicos.

De origem humilde, o jovem morava sozinho em um barraco na periferia de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Paulo André, pastor da Igreja Assembleia de Deus frequentada pelo agressor nos últimos três anos, relata: “Ele é uma pessoa simples, mas que sempre andou limpo, bem vestido. De um tempo para cá isso mudou um pouco. Ele ficou mais desleixado e com umas conversas um pouco diferentes”.

O líder religioso notou que nos últimos meses percebeu uma mudança de comportamento do rapaz. Ele reclamava de um “pastor falso e mentiroso”, com quem precisava acertar as contas.

Hoje sabe-se que tratava de Valdemiro. “Eu sabia que ele ia de vez em quando também na Igreja Mundial do Poder de Deus, mas nunca imaginei que ele pudesse fazer uma coisa dessas. Certa vez ele me contou que tinha ido até lá e não havia gostado, que tinha se sentido ofendido”, explica Paulo André.

Em seu depoimento à polícia, Higino afirma que seria vingança, pois Santiago o havia provocado durante um culto da Mundial, em julho. Afirma que o apóstolo disse: “Vamos crucificar ele”.

O bispo Edimar dos Santos, da Assembleia de Deus Cristo Libertará, localizada no mesmo bairro, sabia que Jonatan desde a adolescência às vezes frequentava a igreja de Valdemiro. “A primeira vez que ele foi lá voltou com um carnê. Dizia que queria tirar a mãe da situação difícil em que viviam, que queria ser pastor”, destaca.

Santos explica que também notou que Jonatan mudara. “Ele estava um pouco diferente, mudado. Sempre foi um garoto simples, amigo de todo mundo aqui. Quando eu vi na televisão o que aconteceu não acreditei que ele pudesse ter uma atitude dessas. Para nós todos aqui, é um grande mistério o que aconteceu”, assevera.

por Jarbas Aragão


https://noticias.gospelprime.com.br/jovem-atacou-valdemiro-santiago-pastor/

sábado, 14 de janeiro de 2017

CAMISA ENSANGUENTADA DE PASTOR ESTÁ CURANDO PESSOAS



Pastor Valdemiro afirma que sua camisa ensanguentada está curando pessoas


O líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, pastor Valdemiro Santiago, afirmou ser um "ungido de Deus". Após ele sofrer tentativa de morte durante um culto, na manhã do dia 08 de janeiro de 2017, ele teve a camisa toda ensanguentada e a camisa agora se tornou um objeto de milagres. 

O responsável pelo ataque ao pastor é o ajudante geral Jonathan Gomes Higino, 20 anos, que foi preso em flagrante. 




O ajudante disse que só deferiu os golpes porque foi insultado por Santiago em um culto no mês de julho. "Vamos crucificar ele", teria dito o líder da igreja, 

O pastor foi socorrido pelos seguranças da igreja e levado ao hospital. Ele levou 25 pontos e foi liberado por volta das 12 horas. 




O "poder' da camisa 

Segundo declarações do pastor, a camisa que ele estava usando no momento da agressão, estava toda ensanguentada e os fiéis começaram a pegá-la para que milagres acontecessem. "Através da minha camisa, muitos milagres já foram realizados na igreja", disse o pastor com grande entusiasmo. 




Santiago também ressaltou que abençoou o agressor e que orará por ele. "Mesmo ele não gostando de mim, continuarei orando para libertar esse rapaz", disse o líder. 

Ordem de um religioso 

Para Santiago, o rapaz atuou contra ele, mediante ordens de algum religioso descontente com os seus trabalhos. "Ninguém vai tirar a minha fé ou atrapalhar os meus objetivos", disse ele. Santiago pediu para que todos orassem pelo mandante, pois ele deve estar bem frustrado agora. Ele desejou que Deus tire o ódio do coração do mandante e que Deus abençoasse sua vida. 

Valdemiro fundou a igreja Mundial do Poder de Deus após romper com o bispo Edir Macedo, da igreja Universal do Reino de Deus. Hoje eles não se falam. E já tiveram vários atritos e até mesmo brigas pelos horários da televisão. 

O ajudante conseguiu dar o golpe no pastor, após ficar na fila da "imposição de mãos". Ele estava esperando o momento certo para acertar a facada. Santiago lembra que teve uma hora que ele abaixou para dar um abraço numa pessoa e foi o próprio agressor que recebeu o carinho, antes do golpe. 



Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

1 João 1:7



Fonte:http://br.blastingnews.com/brasil/2017/01/pastor-valdemiro-afirma-que-sua-camisa-ensanguentada-esta-curando-pessoas-001381867.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ARQUEOLOGIA BÍBLICA: DESCOBERTO DE DOCUMENTO COM 3.400 ANOS

A UNIVERSIDADE HEBRAICA ANUNCIA DESCOBERTA 



A Universidade Hebraica de Jerusalém divulgou a descoberta de um pequeno pedaço de argila de aproximadamente 3,4 mil anos. Segundo a instituição, o objecto foi descoberto nas muralhas da cidade antiga e é o documento escrito mais antigo da história de Jerusalém.

Os cientistas acreditam que o fragmento fazia parte de uma tabuleta que, por sua vez, pertencia aos arquivos reais da época da Idade do Bronze, muito antes de a cidade ser conquistada por David.

O fragmento é muito pequeno, com 2 cm por 2,8 cm, e contém símbolos cuneiformes do idioma acádio. Os cientistas afirmam que os significados das palavras não têm grande importância (os pesquisadores traduziram palavras como “você”, “onde”, “tarde” e outras), ao contrário da sua forma, de grande nível, o que indica ter sido escrita por um escriba muito hábil o que, por sua vez, indica que documento pertenceu à realeza da época. Contribui para essa hipótese um exame que indica que a argila da tabuleta é da região de Jerusalém, e não de outro reino da época.

Ainda de acordo com a universidade, o fragmento é cerca de 600 anos mais velho que o documento que até então era considerado o mais antigo. O pedaço de argila indica ainda, segundo os cientistas, que Jerusalém era uma cidade importante durante a época, o que vai contra o que se acreditava até agora, de que esse centro urbano só foi ganhar importância anos mais tarde.


Israelitas descobrem tesouro da época do Império Romano

A maior colecção de moedas raras já encontrada em uma escavação científica do período da revolta judaica de Bar-Kokhba contra os romanos foi descoberta em uma caverna por pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade Bar-Ilan.

As moedas foram encontradas em três lotes, em uma caverna localizada na reserva natural das montanhas da Judeia. O tesouro inclui moedas de ouro, prata e bronze, assim como armas e cerâmica.


A descoberta foi feita durante a pesquisa e mapeamento da caverna realizada por Boaz Langford e Amos Frumkin, da unidade de pesquisa de cavernas do departamento de geografia da Universidade Hebraica, juntamente com Boaz Zissu e Hanan Eshel da Universidade Bar-Ilan.

As cerca de 120 moedas foram descobertas dentro de uma caverna que tem uma “ala escondida”. A abertura dessa ala levou a uma pequena câmara que, por sua vez, se abre para uma sala que servia de esconderijo para os combatentes judeus de Bar-Kochba.


A maior parte das moedas descobertas está em excelentes condições. Elas eram prensadas por cima das moedas romanas pelos rebeldes. As novas marcas mostram imagens judaicas e palavras (por exemplo, a fachada do Templo de Jerusalém e o slogan “para a liberdade de Jerusalém”).

Outras moedas encontradas, de ouro, prata e bronze, são moedas romanas do período e cunhadas em outras partes do império romano ou em Israel.



FONTE:http://www.ultimosacontecimentos.com.br/arqueologia-biblica/descoberto-de-documento-com-3400-anos.html


domingo, 8 de janeiro de 2017

O QUE É ECONOMIA DE DEUS?


     A Bíblia, composta de sessenta e seis livros e, se quisermos fazer um estudo completo e cuidadoso da Bíblia, com discernimento espiritual, perceberemos que a economia de Deus é simplesmente o Seu plano de dispensar a Si mesmo para dentro da humanidade. A economia de Deus é o dispensar de Deus, que nada mais é do que Ele dispensando a Si mesmo para dentro da raça humana. É lamentável que o termo "dispensação" tenha sido mal usado pelo cristianismo. A sua definição é quase a mesma da palavra grega "economia". Significa o arranjo administrativo, o gerenciamento governamental ou o dispensar, distribuir o mordomado do plano de Deus. Nesta divina dispensação, Deus, que é todo-poderoso e todo-inclusivo, não tem a intenção de dispensar nenhuma outra coisa para dentro de nós a não ser a Si próprio. Isso precisa ser repetido muitas vezes a fim de impressionar-nos profundamente!

     Deus é excedentemente rico. Ele é como um homem de negócios bem-sucedido que tem um enorme capital. Deus tem um negócio neste universo e a Sua enorme riqueza é o Seu capital. Não percebemos quantos bilhões, incontáveis bilhões, Ele tem. Todo esse capital é simplesmente Ele mesmo; e com esse capital Ele tenciona "manufaturar" a Si mesmo numa produção em massa. O próprio Deus é o Negociante, o Capital e o Produto. A Sua intenção é dispensar a Si mesmo a muitas pessoas numa produção em massa, livre de taxas. Por isso, Deus precisa de tal arranjo divino, de um gerenciamento divino, uma dispensação divina, uma economia divina a fim de transmitir a Si mesmo para dentro da humanidade. 

     Sejamos mais específicos. Agora que sabemos que o propósito de Deus é dispensar a Si mesmo, precisamos descobrir o que Deus é, a fim de sabermos o que Ele está dispensando. Em outras palavras, qual é a substância de Deus? Quando um homem de negócios planeja manufaturar um produto, ele deve, antes de tudo, estar claro acerca da substância ou do seu elemento constituinte básico. A substância de Deus é Espírito (Jo 4:24). A própria essência do Deus todo-poderoso, todo-inclusivo e universal é simplesmente Espírito. Deus é o Fabricante e tenciona reproduzir a Si mesmo como o Produto. Portanto, o que quer que Ele produza, tem de ser Espírito, a própria substância de Si mesmo.

Extraído do livro: A economia de Deus

Fonte: http://entremescladosnocorpo.blogspot.com.br/2012/02/o-que-e-economia-de-deus.html