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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

KIBUTZ, O QUE É?


Criados em 1910 na sociedade israelense, os kibutz são agrupamentos em que funcionam comunidades com as seguintes características: atividades agrícolas, propriedades coletivas, igualdade social, meios de produção próprios, distribuição da produção para a comunidade e prioridade à educação das crianças. 
 

Em Israel, os kibutz chamam a atenção por apresentarem grande desenvolvimento interno e excelência no sistema educacional. Dentro destas comunidades, a economia funciona por meio de oficinas de trabalho com diversas especialidades. Nas escolas, os alunos passam por cem horas de ensino anuais em que aprendem técnicas de agricultura, entre outras matérias.


Apesar de serem predominantes em Israel, existem agrupamentos com as mesmas características dos kibutz em outros países. Uma curiosidade é que os integrantes dos kibutz são chamados de chaverim, que significa companheiros, denominação normalmente utilizada por membros de grupos socialistas.

A existência destas comunidades, ao menos em seu intuito inicial, remete à filosofia nacionalista do Sionismo, que tinha o objetivo de agrupar forças de trabalho para o ressurgimento da nação israelense. Na política dos kibutz, há uma assembleia em que são eleitos os membros da direção. Após escolhidos, os líderes manifestam as diretrizes que os agrupamentos devem seguir nos planos estratégico e econômico, mas não possuem nenhum tipo de privilégio em relação aos outros integrantes da comunidade.

O espalhamento destas sociedades em território israelense tem sua força motriz nas ideias sionistas. Pregando o estabelecimento do Estado de Israel, o trabalho dos kibutz pode ser relacionado aos ideais disseminados no Primeiro Congresso Sionista Mundial, que levantou a questão do esforço comunitário para a criação de uma nação própria. Neste sentido, as comunidades podem ser consideradas células que representam esta ideologia.

Entre outras características dos kibutz, não há circulação de moeda internamente. Com o passar do tempo, estas comunidade sofreram diversas alterações do ponto de vista filosófico. Em um primeiro momento, eram entidades que buscavam uma renovação da sociedade e nação formada pelos judeus. Porém, atualmente, com mais de 500 comunidades deste tipo presente em território de Israel, os kibutz configuram-se como organizações complexas nos campos: econômico, histórico, político e social.

Apesar das mudanças, os kibutz continuam representando um sistema comunitário com características originais e passam por pressões dentro da própria sociedade israelense. Podem ser considerados como entidades marcantes da cultura de seu país, assim como serem vistos como realidades sociais coletivas e organizadas.

Florescimento do Deserto


No mundo todo, o que vemos hoje são regiões que antes eram florestas e hoje se transformaram em deserto. No Rio Grande do Sul, por exemplo, vários locais estão se tornando em grandes desertos. O deserto do Saara, por exemplo, avança mais e mais a cada dia, engolindo o continente africano.

Porém, com Israel, o que se vê é exatamente o oposto: regiões que antes eram desérticas, agora estão dando frutos. Isaías já havia profetizado este milagre no deserto:


Isaías 35:1-2
"O deserto e o lugar solitário se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá, e também jubilará de alegria e cantará; a glória do Líbano se lhe deu, a excelência do [monte] Carmelo e [na planície de] Sarom; eles verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus."

Isaías 35:6-7
"Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. E a terra seca se tornará em lagos, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos."
 

Isaías 43:19
"Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo."

Desde que os judeus retornaram a Israel em 1948, a quantidade de chuvas na região aumentou em 200%. Israel hoje exporta tecnologia agrícola, através da tecnologia dos kibutz.

Os kibutz são plantações que usam uma técnica muito interessante: cava-se um poço artesiano que pode chegar a mil metros de profundidade (que é o caso de territórios áridos israelenses) para se extrair água para a plantação.


Existe uma teia de mangueiras que passa por cima da plantação. Sobre cada muda de planta, um furo é feito na mangueira, onde, de tempos em tempos, os pingos d'água caem sobre as mesmas, regando-as.

Os computadores controlam o fluxo de água e dos pingos que caem sobre as mudas, garantindo a quantidade de água exata para cada muda do plantio. O resultado disto são colheitas excepcionais todos os anos.

Há alguns anos, o SBT esteve em Israel para mostrar esta tecnologia. Para expressar o espanto causado pelo êxito da plantação, o repórter do SBT usou a frase: "A tecnologia dos kibutz fizeram Israel florescer."


Fontes:
BULGARELLI, Waldirio. O kibutz e as cooperativas integrais : Ejidos-kolkhoses. 3.ed. São Paulo: Pioneira, 1966.
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/kibutz-laboratorio-socialista-435389.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kibutz
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,exuberante-deserto-retrata-drama-em-kibutz-de-israel,57522,0.htm
http://www.infoescola.com/sociedade/kibutz/
http://www.tempodofim.com/sinais/sinal6.htm